Queria que amor se encontrasse na pratileira de um mercado qualquer, e pudesse encomendar o produto ao gosto do cliente com direito até a devolução. E assim escolher o contéudo: uma xicara de carinho, fidelidade, compreensão e uma colher de sinceridade. Misturar tudo em um único pacote. Queria também que existissem farmácias especias, daquelas que vendem remédios para alma. Remédios que curam corações partidos e amores não correspondidos. Ah como queria chegar nessa farmácia e pedir: - Ei moço, me ver uma dose de desapego, outra de amor próprio e de garantia umas pílulas que curam mágoas! Acho que ainda não descobriram que a falta de amor mata mais do que qualquer câncer. Uma palavra que escapa em um momento de raiva dói muito mais que uma surra e joelhos ralados doem menos que corações partidos. A verdade é que os curativos para a alma estão em falta, não há remédio que cure e nem cicatriza com merthiolate. Essa é a dura realidade, talvez as pessoas não se deram conta, ou é mas cômodo fingir. É mais cômodo cuidar do exterior enquanto a dor que se sente lá dentro sufoca a alma lentamente. E enquanto a mim? Eu sou apenas mas uma dessas mulheres sonhadoras, que querem demais!!
