Quem sou eu

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MG, Brazil
Sou como a lua Transpareço o meu romantismo! Quando minguo,me recolho. Quando cresço, me inspiro. Quando nova, recomeço. Quando cheia, ilumino.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Me Abraçe



             
Quando me vires desalentada
a penetrar o sossego da noite
como se seguisse a tua sombra
que mora solitária num pirilampo.

Não, amor
não chames por mim…

O silêncio que incorporo
são como estrelas
inanimadas
à espera do beijo,
que morre na minha boca.

Os sapatos que calço
rotos
penetram e encharcam de sangue
o asfalto iluminado onde te amo

endoidecida
desabrida…
ah, quase que selvaticamente!

És a minha vida
resumida
a uma delirante fantasia.

Vem… amor.

Quero que me abraces em silêncio
que me aconchegues com o teu olhar
com essas labaredas que engolem
a sede terrível que tenho de ti
dentro de mim…
ah, fora de ti
numa insanidade poética!

Amor, amor,
ama-me no chão
para que eu olhe o céu!
Faz de mim a eleita!



Realidade





Em ti o meu olhar fez-se alvorada
E a minha voz fez-se gorgeio de ninho...
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho...


Embriagou-me o teu beijo como um vinho
Fulvo de Espanha, em taça cinzelada...
E a minha cabeleireira desatada
Pôs a teus pés a sombra dum caminho...


Minhas pálpebras são cor de verbena,
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci...


Tens sido vida fora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei... se te perdi...
 
Florbela Espanca

Quero Amado...

Quero um beijo sem fim,

Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!

Ferve-me o sangue.

Acalma-o com teu beijo,

Beija-me assim!

O ouvido fecha ao rumor

Do mundo, e beija-me, querida!

Vive só para mim, só para a minha vida,

Só para o meu amor!



Fora, repouse em paz

Dormindo em calmo sono a calma natureza,

Ou se debata, das tormentas presa,

Beija inda mais!

E, enquanto o brando calor

Sinto em meu peito de teu seio,

Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,

Com o mesmo ardente amor!...



Diz tua boca: "Vem!"

Inda mais! diz a minha, a soluçar... Exclama

Todo o meu corpo que o teu corpo chama:

"Morde também!"

Ai! morde! que doce é a dor

Que me entra as carnes, e as tortura!

Beija mais! morde mais!

que eu morra de ventura,

Morta por teu amor!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tempo após Tempo

Tempo Após Tempo
Deitada na minha cama,
Ouço o tique-taque do relógio, e penso em você
Presa em círculos,
Confusão, não há nada novo
Recordações de noites quentes - quase esquecidas
Como uma mala de lembranças,
Tempo após tempo

Às vezes você me imagina -
Estou andando bem à frente
Você me chama,
Mas não consigo ouvir o que você dizia
Então você me pede pra ir devagar
O ponteiro dos segundos vai pra trás


Se você estiver perdido, olhe ao redor
E vai me encontrar, tempo após tempo
Se você cair, eu vou te segurar -
Estarei esperando, tempo após tempo
Se você estiver perdido, olhe ao redor
E vai me encontrar, tempo após tempo
Se você cair, eu vou te segurar -
Estarei esperando, tempo após tempo

Depois, minha imagem some,
E a escuridão começa a ficar cinza
Observando pelas janelas
Você quer saber se estou bem
Segredos roubados de lá do fundo
A batida do tambor está fora do ritmo
Tempo após tempo...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quero sim

Eu tô com saudades
Da nossa amizade
Do tempo em que a gente
Amava se ver
Eu não sou palavra
Eu não sou poema
Sou humana pequena
A se arrepender

Às vezes sou dia
Às vezes sou nada
Hoje lágrima caída
Choro pela madrugada
Às vezes sou fada
Às vezes faísca
Tô ligada na tomada
Numa noite mal dormida
Se o teu amor for frágil e não resistir
E essa mágoa então ficar eternamente aqui
Estou de volta a imensidão de um mar
Que é feito de silêncio
Se os teus olhos não refletem mais o nosso amor
E a saudade me seguir pra sempre aonde eu for
Fica claro que tentei lutar por esse sentimento
Diga sim ouça o som
Prove o sabor que tem o meu amor
Cola em mim a tua cor
Eu te quero sim sem dor
Diga sim...

Doce ilusão...

Era noite,lá fora a chuva caía forte,o vento frio soprava em minha janela...
Era noite, mas o sono não vinha ,ao fechar os olhos via você sorrindo para mim,tentava disfarçar, tentava encontrar
alguma maneira de ti tirar do pensamento,parar de iludir a mim
mesma...
Era noite,quando de repente você aparece,não sei de onde,não quis saber,então você me envolve em seus braços,me esquenta com seus beijos e transforma aquela noite fria numa noite quente e inesquecível...
Era noite,quando de braços dados fizemos juras de amor,de amor eterno,quando prometemos ficar um ao lado do outro sempre...
Era noite, quando ao olhar em seus olhos, me sentia amada, protegida,desejada...
Era noite,quando lhe dizia o quanto te amava, te queria,o quanto sofria por isso...
Era noite,e era uma noite maravilhosa, incomparável,insubstituível, era a minhas noite, tudo era meu,você, seu corpo,seus olhos, seu sorriso tudo era...Meu...
Era dia,quando eu feliz, virei de lado na cama a ti procurar...
Era dia,quando eu percebi que a noite que passamos ´´juntos´´ não era noite...
Era dia, quanto a ficha caiu,quando eu acordei e notei que...
Era tudo uma doce ilusão....

sábado, 30 de outubro de 2010


Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.
Khali Gibran
       
Tantas palavras bailam em minha mente,
tanta coisa para se dizer, tanto sentimento!
Meu coração bate ansioso por uma palavra sua,
Meu corpo sonha com um toque seu,
meus ouvidos atentos as suas palavras,
seus olhos que penetram em minh’alma,
descobrindo os meus mais íntimos segredos, desejos que se escondem em cada poro,
E em cada um deles uma poesia.
E todo esse momento está presente
em cada segundo de meu dia,
E meu pensamento corre em busca de palavras apenas para exprimir um só sentimento,
que aperta o meu peito, me consome.
Apenas consigo dizer e sentir :
S A U D A D E
             

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sinto Você...



Eu posso te sentir.
te ver.
te ouvir.
sempre que quero.
Não me desespero.

A mente deseja,
o coração lateja,
e te sinto meu...
aqui dentro...
no fundo da alma.
Isso me acalma.

Sinto teu gosto,
teu cheiro.
Sinto-te...inteiro
Toco tua face
como se não importasse
ser apenas em sonho.
 
Sonho e a cada sonho  
desejo-o mais,
sinto me desfalecer
ao imaginar teu afago.

Esse proceder me conforta.
Que me importa,
se tudo isso é irreal,
pois esse foi o único jeito
que eu encontrei
de te ter, afinal!

Assim vou vivendo
sonhando e querendo,
você comigo Amado meu!

Amor sem reservas



Não existe amor pela metade...
Por isso Vôo nas asas da liberdade,
Busco na poesia a felicidade,
Talvez para fugir da realidade.
Tento segurar as emoções,
Segurando firme as rédeas nas mãos,
Refreando sentimento e ilusão.
Amar é entregar-se...
É paixão, alegria e sedução,
É doar carinho, atenção e emoção,
É sentir a alma livre
É viver cada momento,
E deixa-lo livre como o vento,
Amor é entrega, é opção...
Construção e dedicação,
È o alicerce da construção.
É a cada dia recomeçar...
As dificuldades enfrentar,
Fazendo sentir na alma...
A felicidade... a entrega... e o pulsar.

 Bellinna de Castro

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Uma história de amor impossível

Conta a lenda que uma jovem mariposa - de corpo frágil e alma sensível -voava ao sabor do vento certa tarde,quando viu uma estrela muito brilhante, e se apaixonou.Excitadíssima, voltou imediatamente para casa,louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.- Que bobagem! - foi a resposta fria que escutou.- As estrelas não foram feitas para que as mariposaspossam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur,e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignoraro comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegrecom a sua descoberta. - Que maravilha poder sonhar!- pensava.
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar,e ela decidiu que iria subir até o céu,voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar seu amor.Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada,mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal.Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho,iria terminar chegando na estrela,então armou-se de paciênciae começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor.
  Esperava com ansiedade que a noite descesse,e quando via os primeiros raios da estrela,batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:- Estou muito decepcionada com a minha filha - dizia.- Todas as suas irmãs, primas e sobrinhasjá têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas!Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coraçãode uma mariposa; você devia deixar de lado estes sonhos inúteis,e arranjar um amor que possa atingir.A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia,resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece- ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão.Por algum tempo, tentou esquecer a estrelae apaixonar-se pela luz dos abajures de casas suntuosas,pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos,pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo.
    Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela, e,depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido,resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.Noite após noite, tentava voar o mais alto possível,mas quando a manhã chegava, estava com o corpo geladoe a alma mergulhada na tristeza. Entretanto,à medida que ia ficando mais velha,passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta. 
   Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes,onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhasjá tinham encontrado um amor. Via as montanhas geladas,os oceanos com ondas gigantescas,as nuvens que mudavam de forma a cada minuto.A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela,porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.Muito tempo se passou, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa.Foi então que soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs,primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecidojá tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas,destruídas pelo amor que julgavam fácil.
     A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela,viveu muitos anos ainda, descobrindo toda noite algo diferentee interessante. E compreendendo que, às vezes,os amores impossíveis trazem muito mais alegriase benefícios que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Cativo ...



A necessidade de Amar ultrapassou barreiras,afrontando-me! No momento na qual eu era simplesmente uma tola criatura.
 dentro de mim um misto de tesão e ternura, que subtamente tomou meu inconsciente,
   Viajo em verdejantes colinas que contém diversos sentimentos ..mas minha insensatez me fez repousar na colina da paixão..colina essa que fez cativo esse pobre coração.
    ohh coração cativo,deixe-me livre minha alma suplica.

Susan Boyle I Dreamed A Dream - Produzido e legendado por Tigresa





Os ventos que as vezes tiram algo que amamos sao os mesmos que nos trazem algo que aprendemos a amar... por isso que nao devemos chorar pelo que foi nos tirado e sim, aprender a amar o que foi nos dado, pois tudo aquilo que realmente é nosso... nunca se vai para sempre.

Idade de ser Feliz...


Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.